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Vídeo de 2014 no qual Toffoli fala sobre virtudes de roubo de processo viraliza na internet

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Vídeo de 2014 no qual Toffoli fala sobre virtudes de roubo de processo viraliza na internet

Um vídeo de 2014 do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, voltou a circular neste fim de semana e causou polêmica nas redes sociais

 Em uma palestra com alunos da USP, quando já era ministro mas ainda não presidia a Corte, ele conta, rindo e em tom informal, que um amigo teria roubado um processo de despejo.

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No vídeo, Dias Toffoli conta que um amigo advogado, chamado apenas de Vladimir, teria roubado um processo de despejo após a liminar de um juiz do Tribunal Regional Federal (TRF). “Ia ter o despejo no dia seguinte, o juiz deu a liminar, a gente tinha que suspender”, afirmou, aos risos.

“A gente [estava] no Jurídico, o Vladimir sai correndo e some, e volta com o processo na mão. Perguntamos o que ele tinha feito e ele disse ‘eu roubei o processo, não vai ter mais processo amanhã’. Tem que bater palma pro Vladimir, porque hoje, onde ia ter despejo, agora tem um conjunto habitacional. E essas pessoas moram lá até hoje”, completa.

Com a viralização do vídeo, internautas e comunicadores chegaram a indagar se Toffoli não teria cometido uma quebra de decoro na ocasião. O ministro não chegou a comentar recentemente as imagens.

Na última quarta-feira, os movimentos Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua, protocolaram um pedido de impeachment contra Toffoli por interferência na eleição para a escolha do presidente do Senado. O requerimento vai pedir para que o magistrado seja afastado não apenas da presidência do tribunal, mas também da função de ministro .

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Cabe justamente ao Senado abrir um processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Para isso, o pedido é analisado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e, se aprovado, encaminhado para que a presidência decida se coloca ou não em votação no plenário.

Na denúncia, os advogados alegam que Dias Toffoli se sobrepôs a independência dos três poderes ao interferir em uma decisão soberana do legislativo. “O STF como guardião constitucional, não possui condão de se sobrepor à consagrada separação de Poderes. O ministro agiu em notória atuação desidiosa e incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”, diz o texto que será encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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