Vaza Jato, Glenn Greenwald e uma coincidência intrigante

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Deu no poder 360
Antes de Paula Schmidt, Ana Paula já tinha desmascarado o  americano do site sujo The Intercept.
Por que alguns juízes do STF deveriam ser tranquilizados? O que eles teriam a temer? E o que Greenwald ganhou em troca desse silêncio? Quais critérios Greenwald vem empregando para jogar uns na fogueira e preservar outros? Por que nada foi dito sobre Gilmar Mendes, enquanto conversas do juiz Luís Roberto Barroso foram reveladas sem que nenhum crime tenha sido identificado? Como ter certeza que o que foi omitido sobre Gilmar Mendes é irrelevante? Quais são, afinal, as motivações de Greenwald?
Não me entenda mal –jamais vou enaltecer intenções acima de resultados. Quem lê o que eu escrevo sabe que eu valorizo os frutos de uma ação mais do que suas motivações. O problema, contudo, é que não sabemos quais são de fato os frutos desse crime. Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão– mas e ladrão que poupa ladrão?
Milhares de conversas privadas foram roubadas, 7 terabytes de informação foram coletados, centenas das autoridades mais altas, dos empresários mais poderosos e dos políticos mais relevantes tiveram suas mensagens devassadas, e ainda assim, numa estatística praticamente impossível, nada ali apareceu que desabone ou embarace Lula, PT, Dilma, Manuela D’Ávila, PSOL; nenhum jornalista amigo ficou feio na foto, nenhuma piada de mau gosto foi feita por inimigo ideológico, nenhum escorregão que serviu para envergonhar adversário foi encontrado para desacreditar o parceiro. Coincidências desse tipo não existem.
Para pessoas como eu que salivaram esperando revelações sobre uma possível associação de Sergio Moro com a CIA, produção de testemunhos falsos ou fabricação de provas, a Vaza Jato foi um anticlímax.
(…)
O que mais espanta, no entanto, é como essa matéria faz uma ode involuntária à ausência de simetria. O que está sendo feito ali é um teste de cunho moral e ético que o próprio Greenwald falharia se a ele se submetesse. É por isso que ele não entrega as suas próprias comunicações para serem examinadas: porque ele sabe que ninguém –ninguém– escapa da guilhotina da falta de contexto e da leviandade que aplicamos em conversas privadas. O que iriamos encontrar no telefone de Greenwald se quiséssemos entender o que Jean Wyllys falou neste tweet?
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