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Toffoli e Gilmar foram apanhados na malha fina que investigou milhões de pessoas

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Toffoli e Gilmar foram apanhados na malha fina que investigou milhões de pessoas

Chega a ser ridícula a postura de Gilmar Mendes e Dias Toffoli, ao posar como defensores da lei e da ordem, tentando impingir a versão de que vêm sendo perseguidos pela força-tarefa da Lava Jato. Sobre a investigação do Conselho de Controle das Atividades Financeiras, que os atinge e a suas mulheres, a justificativa de Gilmar Mendes é digna de concorrer à Piada do Ano.

Segundo o jornalista Carlos Newton, “É uma atitude das mais sórdidas e mais abjetas que se pode imaginar. Por que se queria investigar Toffoli ou a mim? Por que nós fizemos algo errado? Não, porque nós representávamos algum tipo de resistência às más práticas que se desenvolviam. É uma coisa tão sórdida que fala dos porões. Onde nós fomos parar?”, declarou o criativo ministro ao Correio Braziliense.

DESMENTIDO – A explicação de Gilmar Mendes foi imediatamente desmentida por Luciene Ferro da Cunha, auditora Fiscal da Receita Federal, que publicou um esclarecedor artigo no site do Sindifisco.

A especialista explicou que os ministros não estão sofrendo  perseguição do Coaf ou da Receita. O fato é que foram apanhados numa operação normal para identificar sonegadores, através de um software que consultou os dados de milhões de contribuintes, incluindo 800 mil ocupantes de cargos públicos, entre os quais figuram Toffoli e Gilmar..

Conforme manda a legislação, foram investigadas também as pessoas consideradas “politicamente expostas”, ou seja, parentes em primeiro e de segundo graus desses 800 mil servidores públicos, seus cônjuges e empregados domésticos, além das empresas registradas nos nomes de todos eles e seus sócios.

CRITÉRIO POR VALOR – A partir daí, entre muitos milhões de contribuintes, a Equipe Especial de Programação de Combate a Fraudes selecionou pessoas que tiveram aumento patrimonial superior a R$ 500 mil, declararam rendimento isento de tributação acima de R$ 500 mil e valor de patrimônio acima de R$ 5 milhões.

Esse primeiro filtro chegou a 799 pessoas. Foi então aplicada a segunda peneira, de quem teve renda não tributável acima de R$ 2,5 milhões e receita bruta de pessoa física acima de R$ 10 milhões. Foi assim que se chegou às 134 pessoas, que ainda passariam por outro filtro.

Foi por ter uma receita bruta superior a R$ 10 milhões e rendimentos isentos superiores a R$ 2,5 milhões que o contribuinte Gilmar Mendes caiu na rede para ser analisado junto com outros 133 agentes públicos e familiares.”Todo o processo de seleção foi transparente e impessoal”, salienta a auditora Luciene Ferro da Cunha.

TUDO MENTIRA – Portanto, ao contrário do que alega Gilmar Mendes, não houve a menor participação da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol não interferiu em nada, não fez pedido algum à Receita para que o ministro fosse investigado.

A seleção do nome de Gilmar Mendes pela Coaf ocorreu devido à sua movimentação bancária atípica, a mesma circunstância que apanhou na malha fina a mulher dele (a advogada Guiomar Feitosa) e a mulher de Toffoli (a também advogada Roberta Maria Rangel).

Mas nada disso interessa. Para o Supremo e para o Tribunal de Contas da União, que se tornou parceiro nessa iniciativa, a verdade dos fatos é desprezível, o que interessa é a versão ardilosa, que transforma Toffoli e Gilmar em “perseguidos políticos”, semelhantes a Lula da Silva, Michel Temer e Aécio Neves, vejam que eles estão em boa companhia.

LEIA MAIS:

Auditora revela como Gilmar caiu na malha fina da Receita e agora tenta se blindar

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