Propinoduto da Torre Pituba na sede da Fundação Petros

O ex-presidente da Petros Luis Carlos Fernandes Afonso recebeu R$ 500 mil em propina na sede do fundo de pensão, segundo relato do empresário Mario Suarez em sua delação na Lava Jato.

Suarez afirma que o dinheiro foi pago para garantir a assinatura de um aditivo contratual para a construção da Torre Pituba, elevando o valor em 6%. 

Ele afirmou que havia um movimento de Luis Carlos Fernandes dificultando a efetivação do aumento, o que prejudicava os pagamentos para a empresa MPE.

“Que Paulo Afonso [sócio da MPE] esteve com Luiz Carlos Fernandes no mês de junho de 2012 e informou ao depoente que tinha acertado com ele o pagamento de R$ 500 mil; De fato, em julho de 2012 o aditivo contratual foi assinado; Que Luiz Cardos Fernandes Afonso recebeu o total de R$500.000.00 (quinhentos mil reais) a partir do segundo semestre de 2012. Entregues pessoalmente e em espécie por Paulo Afonso, na sede da Fundação Petros, no Rio de Janeiro”.

Operador escondeu R$ 200 mil dentro de camisa para entregar a secretária de Vaccari, diz delator

Sormany, operador de Paulo Afonso Mendes Pinto, foi delatado aos investigadores no esquema da Torre Pituba por ter viajado com dinheiro de propina em voos comerciais.

Segundo o colaborador Mario Seabra Suarez, Sormany colou dois envelopes com R$ 200 mil nas costas e os escondeu dentro da camisa. Com o dinheiro, o operador pegou um voo de Belo Horizonte a São Paulo.

Na capital paulista, diz Mario, foi até a sede do PT e entregou a propina para uma secretária de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido.

Em uma segunda entrega, o delator conta que Sormany teria de viajar novamente de BH a SP. Dessa vez, despachou o dinheiro dentro de uma mala.

Outras duas viagens teriam sido feitas para o repasse de R$ 400 mil na sede do PT em São Paulo.

Nessas oportunidades, o deslocamento foi feito por um aeronave alugada por Paulo Afonso.

Informação O antagonista.

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