“O Brasil vai viver uma avalanche de investimentos em 2020”, afirma Paulo Guedes

Paulo Guedes fala na Comissões de Assuntos Econômicos do Senado O ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência pública da Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, fala sobre a reforma da Previdência.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil vai viver uma “avalanche de investimentos” em 2020, que virão tanto do mercado interno quanto de estrangeiros. Segundo Guedes, os recursos inundarão, sobretudo, a seara da infraestrutura, principalmente do saneamento, cujo marco legal está em processo de atualização no Congresso.

Ainda de acordo com ministro, isso vai permitir que economia brasileira cresça elo menos 2% em 2020, numa projeção, segundo o próprio Guedes, conservadora.

O ministro lembrou que cerca de metade da população brasileira não tem acesso a tratamento de esgoto, conforme os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento Regional. Ele afirmou ainda que o foco do BNDES agora está na atração de investimentos privados para os serviços de água e esgoto em todo o país.

— O “S” do BNDES agora é de saneamento. O Brasil tem 100 milhões de brasileiros com lixo a céu aberto, sem água, sem esgoto. Como (projeto de lei) foi aprovado agora (na Câmara), isso vai empurrar o Brasil para outro patamar. De um lado, investimentos em saneamento, de outro, investimentos em infraestrutura. Agora, vamos disparar uma onda de investimentos privados internos e internacionais.  Vem uma avalanche de investimentos no ano que vem — afirmou Guedes ao fazer um balanço sobre o primeiro ano do governo Bolsonaro, no Ministério da Economia.

Ainda segundo Guedes, o PIB brasileiro crescerá, no mínimo, 2% no ano que vem. Na avaliação do ministro, essa projeção é das mais conservadoras, e o número pode vir ainda maior em 2020.

— No mínimo, 2% ano que vem, mas deve vir mais. Será o dobro desse ano. Se for 1,2% (em 2019), será 2,4%, e isso é conservador da nossa parte —disse.

‘Spread’ injusto

De acordo com o ministro, há desafios a enfrentar — por exemplo, é preciso ainda aumentar a competição no sistema bancário para reduzir o spread, a diferença entre a taxa básica de juros da economia e o custo final do crédito para pessoas físicas e jurídicas. A Selic vai fechar o ano em 4,5%, a menor taxa da História. Por outro lado, o spread não recua no mesmo ritmo e continua a ser um dos mais altos do mundo.

— Bancos, competição. Competição para derrubar esse spread. O spread é absurdo. Está errado — disse Guedes, ao fazer um balanço de 2019, o primeiro ano de governo.

O governo tem tentado reduzir a taxa de juros para o consumidor, principalmente para pessoas físicas e pequenos empresários. O Banco Central fixar um teto de 8% ao mês para os juros do cheque especial e estuda fazer o mesmo com o rotativo do cartão de crédito Também prepara medidas para ampliar o microcrédito.

— Zereta para o campeão nacional. O negócio é o microcrédito — disse o ministro, citando a política de empréstimos do BNDES durante os governos do PT, voltados para grandes empresas.

Guedes também lembrou que a Caixa Econômica Federal passou a oferecer uma linha de crédito imobiliário indexado pela inflação medida pelo IPCA.

Inovamos na Caixa Econômica Federal. Criamos a indexação (do crédito) pelo IPCA. Se o banco é público, não precisa otimizar o lucro. O crédito imobiliário está bombando — completou.

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