“Não dá para aguardar todos os estudos científicos”, diz Kalil

Há dez dias, o médico recebeu o resultado de gelar a espinha de qualquer paciente: testou positivo para a covid-19. Passou dias com febre, dores de cabeça, teve pneumonia e quase foi parar na Unidade de Terapia Intensiva. Desde então, vem sendo tratado com uma mistura de antibióticos, anticoagulantes, corticoides e, claro, hidroxicloroquina.

“Numa situação grave do paciente, o uso desse medicamento deve ser pensado, embora ainda não haja muitos estudos comprovados”, afirmou Kalil nesta quarta-feira, 8, em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan. Contudo, ele ressalta que o acompanhamento médico é fundamental para administrar a medicação que, como todas as outras, provoca efeitos colaterais.

“Não queremos que as pessoas morram”

Kail constata que a palavra de ordem do momento é evitar mortes. “Se há evidências de que a cloroquina funciona, o médico pode discutir o uso com o seu paciente. Obviamente, o uso indiscriminado e a automedicação não devem ser admitidos. Mas, diante da possibilidade de salvar vidas hoje, vamos esperar que os estudos científicos sejam concluídos daqui a um ano?”, observou.

Segundo alguns especialistas, a cloroquina é mais recomendada para o estágio inicial da covid-19. Portanto, administrá-la em pacientes nessas condições abrevia o tempo em que ficam internados. Sendo assim, haverá alívio no sistema de saúde, com a liberação de leitos de UTI, por exemplo. “Não queremos que as pessoas morram”, concluiu.

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