Maia fica incomodado com militares no primeiro escalão do Governo: “nunca é bom sinal”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, em entrevista ao canal MyNews, da jornalista Mara Luquet, que “tenta obstruir o governo naquilo que está errado”.

“Eu fui eleito para fazer a coisa correta, não para obstruir um governo naquilo que eu acredito”, afirmou Maia. “Eu tento obstruir o governo como deputado, e na pauta como presidente, naquilo que eu acho que está errado. Não posso obstruir aquilo que está certo, porque eu estaria contra o cidadão”, disse o presidente da Câmara.

Sobre a indicação do novo ministro da Casa Civil, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que “tantos militares da ativa no primeiro escalão nunca é um bom sinal”, mas ressalvou que “a escolha do (general Walter) Braga Netto é uma boa escolha”. Maia participou de entrevista, transmitida pelo YouTube, ao canal MyNews.

“Se não fosse um militar, vamos dizer que ele colocasse alguém, novamente, indicado pelo Olavo de Carvalho… É sempre uma comparação de uma coisa com a outra”, disse Maia. Segundo o presidente da Câmara, “Braga Netto começa no cargo com melhores condições do que o (antecessor) Onyx Lorenzoni tinha hoje”.

Segundo Maia, Braga Netto fez “um bom trabalho, um ótimo trabalho no Rio de Janeiro”. “Ele organizou bem a intervenção e deixou um legado para o governador na área de Segurança Pública” disse Maia sobre o general que atuou como interventor federal no Estado entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2019.

Maia também voltou a reforçar que as reformas administrativas e tributárias serão prioridades da Casa neste ano.

Ataques em redes sociais
O presidente da Câmara também afirmou que os ataques pelas redes sociais “têm um sistema de financiamento por trás que será descoberto em algum momento”. “Eu não tenho dúvida nenhuma disso”, reforçou.

Segundo Maia, “tem um grupo na internet – que eu não quero qualificá-los como extrema direita ou extrema esquerda que eu estarei elogiando eles, porque são pessoas que não são democráticas – que quer generalizar problemas que existem no Parlamento, no STF, no STJ e em qualquer área, desqualificando e diminuindo a importância desses Poderes”. “Precisamos ter coragem para enfrentar”, disse Maia.

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