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Fatos apontam que Moro não quer justiça: quer publicidade!

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Fatos apontam que Moro não quer justiça: quer publicidade!

Desde quando anunciou a sua renúncia ao cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro vem adotando um comportamento atípico diante do grande público, algo não visto antes desse acontecimento.

O ex-juiz da Lava Jato sempre teve como uma das suas características, ligadas à sua imagem, a discrição. Pouco falava, pouco publicava, pouco dava entrevistas, pouco se mostrava diante das câmeras. Moro se mostrava focado em seu próprio trabalho, e só!

Já no primeiro dia da sua renúncia, no entanto, o ministro tratou de organizar uma coletiva. Chamou a TV, em vez de comunicar a sua decisão primeiramente ao presidente da República, optou por criar um clima de suspense que deixou o Brasil perplexo por algumas horas no dia 24 de abril.

Ainda no mesmo dia, sexta-feira, poucas horas após a sua renúncia, Moro tratou de “vazar” para nada menos que a Rede Globo prints de conversas entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, assim como da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), de quem foi padrinho de casamento em fevereiro passado.

A notícia divulgada pelo Jornal Nacional seria de que o ex-ministro apresentaria “provas” contra o presidente, mas rapidamente os prints foram vistos como nada mais do que vazamentos genéricos de conteúdos que não provam nada.

Moro na mídia

Antes do seu depoimento à Polícia Federal no sábado 02 de maio, Moro também concedeu uma entrevista à revista Veja, onde comentou sobre as suas declarações.

Paralelo a isso, o ex-ministro que até então se resumia a falar e escrever apenas o necessário passou a utilizar com frequência a sua conta no Twitter.

Em uma delas, por exemplo, Moro se solidarizou com os parentes das vítimas da Covid-19, dirigindo a sua mensagem para um público amplo, algo típico de figuras públicas pertencentes ao meio político.

“Minha solidariedade e minhas orações aos familiares das mais de 10 mil vítimas da Covid-19. Espero que essa provação que estamos vivendo passe logo. Faça sua parte e tome cuidado para não contrair a doença, nem transmiti-la”, escreveu o ex-ministro.

Há outros exemplos, mas talvez o que mais chama atenção está no fato do ex-ministro da Justiça insistir, por meio da sua defesa jurídica, na divulgação de todo o conteúdo da gravação da reunião entre ele, Bolsonaro e outros ministros em 22 de abril.

“Os advogados de Moro afirmam ao STF que a reunião ministerial é um ato oficial do governo e que a divulgação integral do vídeo ‘caracterizará verdadeira lição cívica, permitindo o escrutínio de seu teor não só neste Inquérito Policial mas, igualmente, por toda a sociedade civil”, informou o G1.

Ora, os advogados da União já afirmaram que há conteúdo de interesse de Estado na gravação, de modo que seria prejudicial ao país revelar informações que podem ser consideradas “segredos de Estado”.

Ao mesmo tempo, tanto os advogados da AGU, como o próprio Jair Bolsonaro, já afirmaram que tudo o que for relevante para a investigação poderá ser divulgado. Isso, porque, o STF possui acesso à integra do material. Ou seja, não há nada escondido!

Uma vez que a íntegra da gravação está nas mãos do STF, a própria Corte poderá julgar o que é ou não relevante para a investigação, excluindo da divulgação o que não possui importância para o inquérito. Esta seria uma forma de preservar não apenas o Estado, como os próprios envolvidos na gravação.

Assim sendo, por qual motivo, então, Moro insiste na divulgação completa do material?

Publicidade, especulação e desgaste

A hipótese mais provável sobre essa questão é que Moro e a sua defesa sabem que na ausência de provas robustas contra o presidente Jair Bolsonaro, ou mesmo de nenhuma prova, tudo o que sobrará a favor deles é a publicidade, a especulação e o desgaste do chefe do Executivo.

Isso porque, mesmo sem material jurídico capaz de apontar crimes contra o presidente, falas polêmicas, palavrões e xingamentos por ventura proferidos contra autoridades públicas renderão muito debate, múltiplas interpretações e a possibilidade de linchamento moral contra o chefe do Executivo.

O poder especulativo da mídia e da ala opositora ao governo são aliados de Sérgio Moro em uma eventual guerra de narrativas, caso apenas isso reste ao ex-ministro, por isso o seu interesse na divulgação completa da gravação é tão grande.

Por fim, o que isso teria a ver com o fazer Justiça, em si? Nada!

Quem deseja fazer justiça não apela para a publicidade de forma desnecessária. Não colabora com mídias para “vazar” prints do próprio celular e não utiliza sua própria rede social para, no meio de um processo gravíssimo de ordem judicial, mandar mensagens de solidariedade às vítimas da Covid-19.

Diante de todos esses fatos, somados aos depoimentos que para nada serviram até então a favor do ex-ministro, tudo indica que Sérgio Moro, de forma decepcionante e estranha até mesmo para os seus admiradores, não tem buscado fazer justiça, mas sim ganhar visibilidade diante de uma possível candidatura presidencial em 2022.

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