Durante 1° ano de governo Bolsonaro, assassinatos de trans caíram 24,5% no Brasil

Um dos paises mais avançados do mundo em direitos de pessoas trans, o Brasil tem mais para comemorar, embora ainda haja desafios a serem vencidos. O assassinatos de pessoas trans caíram 24,5% em 2019 em relação a 2018, e 31% em relação a 2017. INFORMA O guia gay SÃO PAULO

Os números saem dos mapas de assassinatos elaboraborados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e divulgados no site da entidade.

Em 2017, foram identificadas 179 mortes. No ano seguinte, 163 (queda de 9%). Em 2019, o número caiu para 123. Portanto, são dois anos consecutivos de diminuição e com ainda aumento da redução.

Relatórios sobre os mapas, que são divulgados a cada ano no Dia Nacional da Visibilidade Trans, não atribuem todos os casos a ódio ou intolerância. São registrados assassinatos independentemente da motivação ou autoria.

Nesse estudo divulgado em 2018, ao tratar da queda de 9% em relação ao ano anterior dos casos, foi argumentado que a diferença não poderia ser atribuída a menos violência, mas sim a menos visibilidade de assassinatos na mídia.

Entretanto, como afirmou à nossa reportagem uma das autoras do relatório, Sayonara Nogueira, as mortes listadas não precisam ter aparecido em veículos de comunicação para entrar no mapa. São aceitos relatos de entidades ativistas e até de indivíduos.

Perguntada em seguida sobre se tal fato não invalida o argumento de invisibilidade midiática para descaracterizar a queda de casos e como avalia a grande baixa de assassinatos em 2019, Sayonara não deu resposta.

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