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Defesa de Sara Giromini diz que ela é “presa política” e corre o risco de morrer na prisão

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Defesa de Sara Giromini diz que ela é “presa política” e corre o risco de morrer na prisão

A defesa da extremista Sara Fernanda Giromini, presa na segunda-feira, dia 15, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira prioridade para o julgamento de um habeas corpus solicitando sua soltura. A defesa aponta ainda que Giromini corre risco de morte caso seja transferida para uma penitenciária e diz que sua prisão foi ilegal.

Giromini foi presa a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e por ordem do ministro Alexandre de Moraes, em um inquérito que investiga a realização de atos contra as instituições democráticas. A extremista, que se autodenomina Sara Winter, é uma das líderes de um grupo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. A ordem de prisão é temporária, com prazo de cinco dias, sob suspeita de crimes contra a Lei da Segurança Nacional.

AMEAÇADA – Atualmente, ela está na carceragem da Superintendência da PF em Brasília. Segundo informações da defesa, a PF iria transferi-la para uma penitenciária feminina do Distrito Federal e ela estaria “jurada de morte” por integrantes de facções criminosas que estão nessas penitenciárias. Por isso, a defesa pediu prioridade no julgamento do habeas corpus, que deve ficar sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia.

“Além de ser ilegalmente encarcerada, corre ainda o risco de perder a vida por tal ato, o que é de uma gravidade sem precedentes na história do Brasil, haja vista que a ora paciente é uma presa política, por expressar opiniões divergentes daquela entendida pela Autoridade Coatora, em mais um inquérito absurdamente ilegal, do ponto de vista jurídico e constitucional”, escreveu a defesa no pedido ao STF.

No pedido de prioridade, a defesa aponta que Giromini “está sob a responsabilidade e à disposição do Supremo Tribunal Federal, e qualquer ocorrência em razão de sua integridade física, moral e psicológica é de inteira responsabilidade desta Suprema Corte, na direta responsabilidade do sr. Ministro Alexandre de Moraes, condutor do tal inquérito”.

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