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Com Nelson Teich, partidos perderam totalmente poder sobre dinheiro do Ministério da Saúde

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Com Nelson Teich, partidos perderam totalmente poder sobre dinheiro do Ministério da Saúde

Com Nelson Teich assumindo oficialmente o Ministério da Saúde, os partidos políticos perderam completamente o poder que tinham sobre a verba do Ministério da Saúde. O agora ex-titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, é filiado ao DEM e já foi deputado federal em duas oportunidades. Líderes partidários estão bastante abalados com a troca, pois sabem que a partir de agora será muito mais complicado obter verba do Governo Federal via Saúde.

A principal fonte de financiamento do Ministério da Saúde é a do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com informações registradas no próprio site do ministério, o estabelecimento das fontes de recursos para custear as despesas com ações e serviços públicos de saúde atende a um dos pilares da “Seguridade Social”.

No dia 11 de março deste ano, a grande mídia publicou que o Ministério da saúde prometeu repasse de R$ 900 milhões aos municípios com meta de ampliação dos postos de atendimento à população, sendo a prioridade os locais ameaçados pelo novo coronavírus. O jornal Estado de Minas fez uma matéria explicando os pedidos feitos por prefeitos e as projeções feitas por João Gabbardo, que exercia até então o cargo de secretário-executivo do ex-ministro Mandetta.

Cinco dias depois, o jornal Folha de S. Paulo publicou que o Ministério da Saúde estava para distribuir R$ 424 milhões para estados combaterem novo coronavírus, e que o valor era parte dos R$ 5 bilhões liberados pelo Governo Federal. A portaria publicada naquela data detalhava que o valor seria repassado em parcela única aos estados e ao Distrito Federal.

Com o novo ministro Nelson Teich, haverá a exigência de informações mais detalhadas, um mapeamento seguindo critério estritamente técnico e uma sólida prestação de contas para o uso da verba do Ministério da Saúde.

Também de acordo com essas fontes, o presidente da Câmara Rodrigo Maia, assim que soube que seu aliado Luiz Henrique Mandetta seria demitido do Ministério da Saúde, pautou às pressas o “Orçamento de Guerra”. O texto, que foi aprovado por mais de 470 deputados, reunindo praticamente toda a tropa da esquerda e do centrão, obriga o Governo Federal a cobrir dívidas e perdas de arrecadação dos estados e municípios, enquanto permite que governadores e prefeitos aumentem seus gastos públicos sem nenhuma contrapartida.

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