Lava Jato

Planilha da Odebrecht que revela 187 pagamentos a políticos e marqueteiros é mantido sob sigilo pelo STF

Entre setembro de 2014 e maio de 2015, uma transportadora de valores que operou para a Odebrecht realizou em São Paulo 187 entregas de dinheiro a políticos, marqueteiros e agentes públicos.

Segundo uma planilha obtida pelo Estadão e entregue à Polícia Federal, os pagamentos estão vinculados a 57 codinomes criados pela empreiteira.

O documento é mantido sob sigilo pelo STF.

obs: Roubar os cofres públicos é ótimo. Você ainda tem seu nome guardado sob SIGILOSO pelo STF.

Doido é quem rouba galinha.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO ANTAGONISTA

Bretas mira Gilmar Mendes! Juiz acha que há uma conexão entre a fundação FGV no Rio e o instituto do ministro, o IDP.

As perguntas sobre os esquemas na FGV que Marcelo Bretas fez a Sergio Cabral em depoimentos recentes têm um alvo: Gilmar Mendes. O juiz acha que há uma conexão entre a fundação e o instituto do ministro, o IDP.

Empregado do Coronel Lima quer depor sobre movimentação de R$ 20 milhões

A Lava Jato do Rio identificou Antônio Carlos Correia da Silva como a pessoa que tentou transferir, em outubro, R$ 20 milhões de uma empresa de João Baptista Lima, o Coronel Lima, braço-direito do ex-presidente Michel Temer. A empresa era usada para a lavar dinheiro, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

A tentativa frustrada foi revelada pelo MPF e apontada no pedido de prisão da Operação Descontaminação, na qual foram presos o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e o Coronel Lima. Eles foram soltos quatro dias após a ação.

APANHADO NO COAF -Antônio Carlos é gerente financeiro da Argeplan, que tem Coronel Lima como um dos controladores. A movimentação foi informada, inicialmente, em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que não identificava o autor. Depois, o próprio Coaf apontou Antônio Carlos como o responsável.

Segundo depoimento, Antônio Carlos pediu a abertura de contas para duas empresas: a PDA Projeto e Direção Arquitetônica e PDA Administração e Participação Ltda. Ambas são controladas pelo Coronel Lima. Ele também teria tentado abrir uma conta para Carlos Alberto Costa, outro sócio da Argeplan.

A gerente do banco, Silvana Alves de Souza, diz que a agência bancária recusou a abertura das contas porque a Argeplan está sendo investigada. Ela conta ainda que Antonio Carlos recebeu a informação no dia seguinte, recolheu a documentação e foi embora.

ERA PROCURADOR – O gerente da Argelpan foi questionado no banco sobre a origem do dinheiro e disse que era apenas o procurador. “O sócio Lima”, disse ele, poderia prestar informações sobre a origem dos valores.

Procurado em sua casa, Antônio Carlos não foi encontrado. A irmã dele disse que ele começou a trabalhar na Argeplan em 2014, que ficou indignado quando a história do dinheiro surgiu e que ele quer ser ouvido.

DIZ A DEFESA– Os advogados de João Baptista Lima Filho e de Carlos Alberto Costa declaram que a retificação das informações pelo Coaf mostra que não houve qualquer tentativa escusa de depósito de valores em espécie e que existiu apenas contato com o banco para possível abertura de conta e consequente transferência formal de valores de origem lícita que já se encontravam depositados em outra instituição financeira.

A defesa de Michel Temer afirmou que essa versão afasta qualquer possibilidade de caracterização de crime de lavagem de dinheiro – o qual, se houvesse ocorrido, teria de ser apurado em São Paulo, não no Rio de Janeiro. E que o ex-presidente não é e nunca foi sócio da Argeplan, sendo improcedente imputar a ele algo que poderia ter sido praticado por alguém da empresa.

Ex-advogado do covil do PT, Toffoli derruba liminar de Fux e autoriza entrevista de Lula

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, autorizou nesta sexta-feira, 18, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.
Em seu despacho, Toffoli revogou a decisão do ministro Luiz Fux, que, em setembro do ano passado, suspendeu uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski que autorizava o petista a ser entrevistado.
Com a autorização do presidente da Corte, o ex-deputado Wadih Damous e os deputados federais Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados, e Paulo Teixeira, pediram ao STF imediato cumprimento da decisão.
“Acabo de assinar petição ao presidente do STF para imediato cumprimento de decisão do ministro Lewandowski, transitada em julgado, que autoriza o presidente Lula a conceder entrevistas”, diz Damous, em seu Twitter.

A decisão de Toffoli ocorre após o recuo do ministro Alexandre de Moraes, que revogou a censura à revista Crusoé e ao site O Antagonista, que publicaram reportagem sobre o presidente da Corte.
Preso desde 7 de abril de 2018, o ex-presidente Lula não recebeu jornalistas na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. No entanto, tem divulgado cartas e artigos em suas redes sociais e jornais. Mesmo quando foi autorizado a comparecer ao velório de seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, vítima de infecção generalizada, causada pela bactéria Staphylococcus aureus, o petista não pôde dar nenhuma declaração à imprensa.

Delação de Odebrecht sobre Toffoli ‘amigo do amigo do meu pai’ some dos autos da Lava Jato

A assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes não se trata de censura, mas sim de responsabilização pela publicação de material supostamente criminoso e ilegal.

Conforme o tribunal, Moraes se baseou em nota da Procuradoria Geral da República (PGR), que afirmou não ter recebido qualquer informação do Paraná, ao contrário do que disse a reportagem publicada pela Crusoé.

Como noticiou Renova Mídia , a PGR informou, na última sexta-feira (12), que não recebeu informações supostamente repassadas por Marcelo Odebrecht, em delação à PF, apontando o suposto codinome do presidente do STF, Dias Toffoli, nas planilhas de propina da empreiteira.

Segundo o G1, o documento de fato foi anexado aos autos da Operação Lava Jato, no dia 9 de abril, e seu conteúdo é o que a revista descreve.

O documento, porém, não chegou à Procuradoria Geral da República. Nesta segunda-feira (15), verificou-se que o documento não mais consta do autos.

No dia 12 de abril, um dia após a publicação da reportagem, o juiz da 13ª Vara, Luiz Antonio Bonat, intimou a PF e o MPF a se manifestarem.

No mesmo dia, o documento foi retirado do processo. Não se sabe as razões. O documento não é assinado por Marcelo Odebrecht, mas por seus advogados.

A pedido de Gilmar, Lula terá habeas corpus julgado no plenário da Segunda Turma do STF

Gilmar Mendes pediu destaque no julgamento de um habeas corpus para Lula que começara a ser realizado no plenário virtual da Segunda Turma do STF.

Com o pedido de destaque, o caso será levado à sessão presencial do colegiado –mas a data ainda não foi definida.

Hoje, a Segundona do Supremo é formada por Gilmar, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Edson Fachin, relator do habeas corpus.

A defesa do petista pediu ao STF um HC contra decisão monocrática (individual) de Felix Fischer, do STJ, que negou prosseguimento ao recurso do petista naquela corte.

O recurso tenta reverter a condenação de Lula no caso do triplex do Guarujá.

IMPEACHMENT JÁ! – Toffoli tinha um codinome nas planilhas da Odebrecht

Reportagem quente divulgada há pouco pela Crusoé promete deixar Toffoli de cabelos em pé.

Um documento bombástico teria sido enviado pelo delator Marcelo Odebrecht e se juntado a um dos processos da Lava Jato.

“Amigo do amigo do meu pai”, conforme consta nas planilhas de propina da empreiteira se refere a José Antonio Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal.

A reportagem da revista detalha a descoberta e gera uma grande interrogação.

Diz a matéria:

“A menção a Dias Toffoli despertou, obviamente, a atenção dos investigadores de Curitiba. Uma cópia do material foi remetida à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que ela avalie se é o caso ou não de abrir uma frente de investigação sobre o ministro – por integrar a Suprema Corte, ele tem foro privilegiado e só pode ser investigado pela PGR.”

E continua:

“Se havia a certeza de que o ‘amigo de meu pai’ era Lula, ainda era um enigma quem seria o tal ‘amigo do amigo de meu pai’. Sabia-se que, provavelmente, era alguém próximo a Lula. Mas faltavam elementos para cravar o ‘dono’ do codinome e, assim, tentar avançar na apuração. A alternativa que restava era, evidentemente, perguntar ao próprio Marcelo Odebrecht. E assim foi feito.”

E agora? Vai acabar em pizza ou terá investigação?

Perícia da PF indica repasses de R$ 1,5 mi da Odebrecht a Rodrigo Maia e seu pai

Perícia da Polícia Federal encontrou nos sistemas de comunicação e contabilidade da Odebrecht registros de pagamentos de R$ 1,5 milhão para codinomes associados ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ao pai dele, o ex-prefeito do Rio e vereador César Maia (DEM). Parte dos pagamentos está relacionada nas planilhas a obras da empreiteira.

O relatório da PF, de janeiro deste ano, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta semana junto com um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para prorrogar um inquérito sobre Rodrigo e César Maia —o prazo concedido anteriormente terminou. O relator é o ministro Edson Fachin.

PT usou PCC para lavar dinheiro com empresas no Ceará”, afirma Palocci em delação

O ex-ministro Antonio Palocci, em delação, confessou que o PT usou a facção criminosa PCC para lavar dinheiro. A informação é de O Antagonista desta terça-feira (19).

O pior é que esse modelo foi replicado no Ceará. O esquema usava postos de combustíveis e compra de imóveis.

O PCC também foi parceiro de políticos poderosos, financiando-os. O secretário Nacional de Segurança, general Guilherme Theophilo, fará uma investigação sobre essa aliança.

informou a revista Ceará:

Substituto de Moro na Lava Jato concede derrota histórica para Lula

O último domingo (8), foi marcado por vários atos políticos pelo país, tanto por simpatizantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reivindicando a sua liberdade, bem como por aqueles que eram favoráveis a Operação Lava Jato, demonstrando apoio às investigações.

Em meio a isso, surge a figura do juiz Luiz Antonio Bonat. Ele agora passa a ocupar o cargo deixado pelo ministro Sérgio Moro, no comando das investigações, e já protagonizou a primeira derrota para o político, preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba.

Isso porque os advogados de defesa solicitaram o afastamento do delegado Filipe Hille Pace, que participa do inquérito que apura o recebimento indevido de vantagens pelo petista vindo da empresa Odebrecht.

Pace é tido como sendo um dos grandes nomes da Operação Lava Jato e, somados outros fatores, Bonat tomou a decisão imediata de não aceitar a solicitação da defesa.

Em seu despacho, ele alega que o delegado não é inimigo de Lula e tampouco pretende prejudicá-lo. Alegou que o único interesse de Filipe Hille Pace, assim como os demais membros das equipes de investigação, é apurar os fatos trazendo à luz a revelação da verdade.

Histórico de Bonat
Luiz Antonio Bonat tem 64 anos e tornou-se juiz federal na década de 90. Antes de ser escolhido para assumir a Lava Jato, ele atuava em casos relacionados com a Previdência, na 21ª Vara Federal de Curitiba.

As marcas de suas atuações, de acordo com depoimentos de profissionais que trabalharam ao lado de Bonat, são classificadas como sendo discrição e imparcialidade.

Assessor de Pezão quer saber por que Lava Jato do Rio não cai mais com Gilmar

O ex-funcionário do governo do Rio Luiz Carlos Vidal Barroso, acusado de operar propinas para Luiz Fernando Pezão (MDB), pediu uma apuração ao Supremo Tribunal Federal sobre os motivos que levaram casos da Lava Jato carioca a deixarem de ser distribuídos por prevenção ao ministro Gilmar Mendes. Preso na Operação Boca de Lobo, que também levou o ex-governador para a cadeia em novembro de 2018, ele teve seu pedido de liberdade negado por Alexandre de Moraes, e agora quer uma ‘apuração’ sobre a distribuição de processos na Corte.

Documento

Preso na Operação Boca de Lobo, que também levou o ex-governador para a cadeia em novembro de 2018, ele teve seu pedido de liberdade negado por Alexandre de Moraes, e agora quer uma ‘apuração’ sobre a distribuição de processos na Corte.

Luizinho, como é apelidado, foi funcionário da Casa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Ele é réu por corrupção passiva e organização criminosa.

Segundo a Procuradoria, o valor das propinas para Pezão chegou a R$ 39,1 milhões. O ex-assessor é acusado de ser o intermediário de parte dos valores ao emedebista.

No dia 4 de fevereiro, ele moveu uma reclamação contra sua prisão ao STF.

Seus advogados alegaram que a Operação Boca de Lobo tem a competência da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio – juiz Marcelo Bretas -, e se deu no âmbito da Operação Lava Jato, o que ‘acaba por atrair por prevenção a relatoria neste Supremo Tribunal Federal do ministro Gilmar Mendes’. Também pediram a liberdade de Luizinho.

No entanto, o recurso caiu com Alexandre de Moraes, que negou seguimento à reclamação e ainda afirmou que ‘os documentos juntados aos autos não permitem vislumbrar qualquer irregularidade da distribuição do processo.

Em novo pedido ao Supremo, de 27 de março, ele diz ser ‘importante destacar que até o final do ano de 2018, todos os procedimentos impetrados neste Supremo Tribunal Federal, vinculados à Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, oriundos da 7.ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro que estavam e ainda estão sendo direcionados por prevenção ao ministro Gilmar Mendes’.

“Fato é que por motivos que estes peticionantes desconhecem, e s.m.j em desacordo com o próprio Regimento Interno deste E. Supremo Tribunal Federal, as novas impetrações estão sendo direcionadas a outro ministro desta Suprema Corte”, afirma.

Luizinho pede uma investigação sobre o tema. “Face todo o exposto, vem respeitosamente, REQUERER que V. Exa. se digne a apurar os motivos pelos quais aos desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio de janeiro não estão sendo direcionadas ao I. Ministro Gilmar Mendes (seu relator prevento), nos termos do artigo 13, III e VII, c/c o artigo 10, § 2º, do RISTF”.

Moro afirma que Lava Jato não irá retroceder enquanto ele estiver no governo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou nesta segunda-feira (1º) que a Operação Lava Jato não vai retroceder enquanto ele estiver no governo.

Segundo o metropoles Moro declarou:
“Houve um grande avanço [com a Lava Jato], agora, é importante que nós transformemos isso num padrão de comportamento, ou seja, que as pessoas tenham mais certeza de que se elas cometerem crimes no âmbito da administração pública, elas vão ser descobertas, investigadas e, se provada a culpa, vão ser punidas. É para isso que nós temos trabalhado.”

Moro preferiu não prever datas para a análise por parte do Congresso ao projeto de lei anticrime:

“O desejo, evidentemente, do governo é que seja aprovado, discutido e, eventualmente, alterado e aprimorado o mais rápido possível. Agora, o tempo do Congresso pertence ao Congresso. O que eu tenho sentido, porém, em conversas com parlamentares é uma grande receptividade. É uma questão de ajustar o debate e o diálogo.”

MP apresenta recurso contra a soltura de Temer e aponta risco do ex-presidente fugir do país

O Ministério Público Federal apresentou um recurso contra a soltura de Michel Temer. Ainda, o órgão pediu que o ex-presidente use tornozeleira eletrônica e tenha o passaporte retido, caso o novo pedido de prisão seja negado. O recurso afirma que “será muito tentador para o acusado se evadir para evitar o cumprimento da pena” e ainda cita que Temer tem nacionalidade libanesa.
Com informação O Antagonista.

MPF recorre e pede novamente prisão de Michel Temer

O MPF (Ministério Público Federal) recorreu ao TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), nesta segunda-feira (1º), pedindo novamente a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer, do ex-ministro Moreira Franco e outros seis denunciados por crimes ligados a contratos de Angra 3, usina da Eletronuclear em construção.

O MPF contestou a revogação de prisões preventivas decretadas pela 7ª Vara Federal Criminal/RJ, ressaltando que as solturas afetam a investigação de crimes, a instrução do processo, a aplicação da lei e a recuperação de valores desviados.

Após a Operação Descontaminação, o MPF denunciou Temer, Franco e outros sete alvos por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

CPI do BNDES vem aí e Dilma pode ser a ‘bola da vez’

A sentença de Lula, que completa o primeiro ano domingo (7), e a recente prisão de Michel Temer, fizeram lembrar que a sucessora do primeiro e antecessora do segundo continua escapando de fininho. Dilma foi acusada de envolvimento em corrupção nos primórdios da Lava Jato, quando o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró revelou seu aval, como presidente do conselho de administração, para a compra hiper-faturada da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Marco Aurélio é contra a iniciativa de Raquel Dodge que revigoraria a Lava Jato

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta sexta-feira (29/3), posicionou-se contra a proposta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que defende o direito de Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizar a atuação de juízes federais em casos envolvendo caixa dois de campanha. Segundo Mello, a mudança só deve ocorrer se for feita por intermédio de lei, sob risco de impactar a “segurança jurídica”.

No início desta semana, Raquel Dodge informou que está requerendo junto ao TSE que juízes federais tenham “atribuição eleitoral plena”. A proposta da Procuradora veio poucos dias após o Supremo decidir que crimes como caixa dois de campanha devam ser enviados à Justiça Eleitoral, o que, na avaliação do Ministério Público Federal, pode impactar casos investigados pela Lava Jato.

ERA A FAVOR – Nesta sexta-feira (29/3), Marco Aurélio Mello se demonstrou contrário à ideia – ao menos da forma como sugeriu a procuradora-geral. “No passado eu me pronunciei assim no plenário do TSE, mas em termos de uma legislação, já que a Justiça Eleitoral é uma Justiça federal em si. Agora, não cabe essa providência administrativamente em cima de um caso concreto, que revelou a competência da Justiça Eleitoral. Seria uma diminuição da própria instituição que é a Justiça Eleitoral”, disse o ministro, após proferir palestra no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Mello disse que é preciso observar a segurança jurídica e ressaltou que “a modificação a esta altura não é harmônica com a segurança jurídica”. Apesar disso, o ministro disse entender a motivação de Raquel Dodge. “A intenção dela é a melhor possível, eu não tenho a menor dúvida.”

Cunha pede absolvição e envio do processo para Justiça Eleitoral

Depois de apresentar diversos pedidos de suspensão dos prazos no processo que apura a compra de navios-sonda da Petrobras, a defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) apresentou nesta sexta-feira (29) as alegações finais em um documento de 464 páginas à Justiça de Curitiba. Ao pedir a absolvição de Cunha, os advogados falam em “fracasso probatório” do Ministério Público Federal (MPF) e dizem que os procuradores “apostaram” suas fichas em delações por terem fracassado na denúncia contra o ex-deputado.

“O fracasso do órgão ministerial com relação à quase totalidade da denúncia – rejeitada em grande parte pelo Supremo Tribunal Federal [STF] – fez com que o MPF apostasse todas as suas fichas em uma delação mentirosa, que claramente oculta e dissimula fatos – o quê e quanto teria ido para quem”, diz a defesa.

CAIXA DOIS – Além das alegações, a defesa pede que o processo seja enviado à Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, com base no julgamento do STF, que decidiu que crimes comuns conexos com crimes eleitorais de caixa 2 devem ser julgados pela Justiça Eleitoral.

A defesa copia trechos do depoimento prestado pelo lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, para tentar confirmar que os crimes apurados no processo têm relação com doações eleitorais não oficiais.

“No caso concreto, a delação que constitui o insumo basilar da hipótese acusatória revela, a não mais poder, a manifesta conexão dos supostos ilícitos com doações eleitorais não oficiais”, afirma a defesa.