Lava Jato

Petistas dentro e fora da velha mídia surtam com Moro como Ministro da Justiça

Pouco tempo após a confirmação de que Sergio Moro chefiará o Ministério da Justiça, o choro dos petistas já começou.

Lindberg Farias, futuramente ex-senador, escreveu:
Poucas coisas podem ser mais descaradas do que isto. Sempre alertamos que Moro atuava como militante, e não como magistrado. Depois de interferir no processo eleitoral, vira ministro do candidato beneficiado por ele. Em qualquer lugar do planeta isso seria um escândalo.

Moro prendeu Lula, o candidato líder nas pesquisas, e atuou com afinco pra impedi-lo de concorrer. Imediatamente após o processo eleitoral, aceita o convite de Bolsonaro para virar “superministro”. Pior: segundo o vice Mourão, o convite foi feito ainda durante a campanha.

Manuela D’Ávila, do PC do B, e candidata a vice do vice de Lula também se pronunciou:
Ao aceitar o convite para ser Ministro da Justiça, Sérgio Moro decide tirar a toga para fazer política.
E claro, como não poderia faltar, Gleisi Hoffmann também usou suas redes sociais para espernear sobre a confirmação do convite.

Sérgio Moro não vê problema em conversar com presidente eleito e considerar seu convite para ocupar um ministério. O presidente em questão falou q Lula vai apodrecer na cadeia e quer exterminar os vermelhos. Viva juízes isentos como Moro e presidentes democráticos como Bolsonaro!

Janaina Paschoal declara em rede social: ““Quem tem medo de Moro no Ministério da Justiça?

A jurista e deputada estadual pelo Estado de São Paulo Janaína Paschoal demonstrou seu apoio à entrada de Sergio Moro no Ministério da Justiça.
Ao final da mensagem ela questionou os opositores que estão choramingando com o ocorrido e perguntou “Quem tem medo de Moro no Ministério da Justiça?

“O Juiz Sérgio Moro virou referência de Justiça (no mundo). Parece natural que um Presidente, que quer otimizar o processo de depuração do país, convide aquele que virou referência de Justiça para dirigir o Ministério da Justiça! Quem tem medo de Moro no MJ?”

Investigações avançam no processo do sítio de Atibaia e Lula terá novo cara a cara com Moro

  • out 31, 2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvaterá em breve mais um encontro com o juiz federal Sérgio Moro. Lula é acusado de receber propina mediante reformas num sítio localizado na cidade de Atibaia, interior de São Paulo. O petista afirma que o sítio não é dele e que só ia lá de vez em quando a convite dos donos, que seria a família do empresário Fernando Bittar. Entretanto, os procuradores afirmam que todas as reformas feitas foram provenientes de dinheiro que vieram de corrupção em contratos das construtoras Odebrecht e OAS com a Petrobras.

No dia 05 de novembro, as audiências retomarão. O magistrado da Lava Jato irá ouvir o patriarca da Odebrecht, Emílio e seu filho, o empresário Marcelo Odebrecht.

Além deles, serão ouvidos o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro e dois grandes amigos de Lula: o advogado Roberto Teixeira e o pecuarista José Carlos Bumlai. Contudo, o dia mais esperado é 14 de novembro, onde o ex-presidente Lula, condenado pela Operação Lava Jato, estará frente a frente com Moro dando o seu depoimento.

Interrogatórios
Nesta segunda-feira (29), o juiz Sérgio Moro negou um pedido da defesa do pecuarista José Carlos Bumlai que pediu para que seu depoimento da ação penal  do sítio de Atibaia seja feito por videoconferência e não pessoalmente.

O juiz recusou o pedido dizendo que aquilo não fazia sentido já que o depoente possui renda para ir até Curitiba. A vontade de Bumlai é que Moro autorizasse que ele pudesse falar de São Paulo. Segundo os advogados do pecuarista, ele não está bem de saúde e uma viagem dessa poderia agravar o seu estado.

Moro retrucou dizendo que não há qualquer situação adversa que possa comprometer a saúde dele no deslocamento até Curitiba.

O magistrado da Lava Jato também, no mesmo documento, negou o pedido da defesa do advogado Roberto Teixeira, que também queria fazer o depoimento por videoconferência.

Acusações contra Lula
O ex-presidente Lula é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber propina das empreiteiras em troca de contratos fraudulentos com a estatal petrolífera. Os investigadores afirmam que o dinheiro repassado para Lula foi através de reformas no sítio de Atibaia.

O depoimento já era para ter acontecido, entretanto, para evitar um tipo de exploração eleitoral, Moro adiou o interrogatório para o mês de novembro, após o término das eleições.

Além do líder do PT, mais doze pessoas são investigadas nesse caso.

Bolsonaro vai se reunir com Sergio Moro ainda nesta semana

  • out 31, 2018

Jair Bolsonaro vai se reunir com Sergio Moro ainda nesta semana. O juiz será convidado formalmente para comandar o Ministério da Justiça em 2019 noticiou o site O antagonista.

O contato inicial foi feito por Paulo Guedes na quinta-feira passada.

Fachin nega pedido para suspender ação penal de Lula em caso Odebrecht

  • out 30, 2018

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou uma liminar (decisão provisória) pedida pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva para que fosse suspensa uma das ações penais em que o ex-presidente é acusado pelo suposto recebimento de propina da empresa Odebrecht. O caso está sob responsabilidade do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

No pedido, os advogados de Lula argumentaram que uma decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que o Brasil não pratique nenhum ato que embarace a conclusão do processo aberto no órgão internacional sobre suposta irregularidades cometidas por Moro contra o ex-presidente.

Para a defesa de Lula, Moro não poderia dar andamento a mais uma ação penal contra o ex-presidente ao mesmo tempo em que tem sua imparcialidade julgada na ONU.

Na decisão assinada ontem (29), Fachin entendeu que a recomendação do órgão multilateral não se aplica ao caso. O ministro escreveu que “quanto às alegações atinentes ao comitê da ONU, como citado, a matéria não se enfeixa em exame preambular atinente ao campo especificamente da seara penal”.

Em setembro, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), considerou, por 6 a 1, que uma outra recomendação da ONU, para que fosse garantidos os direitos políticos de Lula, não vincularia a Justiça Eleitoral brasileira e julgou o ex-presidente inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Também ministro do TSE, Fachin foi o único a votar na ocasião de modo favorável ao ex-presidente.

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre a pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP). A condenação foi confirmada pela segunda instância da Justiça Federal, o que levou o TSE a enquadrar o ex-presidente na Lei da Ficha Limpa. Ele recorre às instâncias superiores contra a condenação.

 

Agencia Brasil

Justiça Federal manda soltar ex-deputado André Vargas, preso na Lava Jato

  • out 20, 2018

O político foi preso na 11ª fase da Lava Jato, em 2015. Vargas cumpria pena no CMP (Complexo-Médico Penal) em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Com 3 condenações, ele foi o 1º político a ser condenado em 1 processo da operação.

A liberdade condicional foi concedida após o cumprimento de 37% da pena, apresentar comportamento satisfatório na prisão e comprovação do início do pagamento parcelado da reparação de danos de R$ 1.103.950,12.

Segundo a decisão, o benefício pode ser revogado em caso de não pagamento das 72 parcelas de R$ 15.332,64. A juíza responsável afirma que o ex-deputado comprovou o pagamento de duas parcelas.

Ao deixar a prisão, André Vargas deverá cumprir regras estabelecidas pela Justiça para manter o benefício, como proibição de sair da cidade de domicílio e não sair de casa após às 23h.

Ex-secretário de Paes é condenado a 23 anos de prisão

  • out 15, 2018

Marcelo Bretas condenou Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras do Rio na gestão de Eduardo Paes na prefeitura, a 23 anos de prisão por lavagem de dinheiro, registra Lauro Jardim.

Pinto é o mesmo ex-secretário que acusou Paes de ter negociado propina de 1,75% sobre o contrato de uma obra de R$ 600 milhões, tocada pela Odebrecht.

O ex-prefeito, hoje candidato ao governo do estado pelo DEM, nega a acusação.

Mais da metade dos candidatos alvo da Lava Jato não consegue se eleger

  • out 8, 2018

(ESTADÃO CONTEÚDO)

A maior parte dos alvos da Operação Lava Jato que tentaram um novo mandato nas eleições de ontem fracassaram. Dos 77 nomes que ainda respondem a alguma investigação e se candidatam, 40 não tiveram sucesso. Entre os mais famosos estão o ex-líder do governo no Senado Romero Jucá (MDB-RR) e o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), que chegou a ser preso durante a campanha.

Outros nomes de destaque na política, como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e o vice, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), também ficaram de fora.

Um dos casos mais emblemáticos é o Richa, ex-governador do Paraná, preso durante a campanha para o Senado. Ele era favorito a uma das vagas pelo Estado e acabou ficando de fora, na sexta posição, com 377,8 mil votos. A presidente cassada Dilma Rousseff (PT), que tentou se eleger para o Senado por Minas Gerais, também caiu nas intenções de voto durante a campanha e terminou a corrida em quarto lugar, com 2,7 milhões de votos.

O senador Romero Jucá (MDB-RR), que tem mandato na Casa desde 1994 , também não conseguiu se reeleger e ficou de fora por apenas 426 votos. Ministro do Planejamento de Michel Temer por 12 dias, ele deixou a pasta após a divulgação de áudios que sugeriam uma obstrução da Operação Lava Jato. Ele é réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem dinheiro no Supremo Tribunal Federal.

Eleitos. Por outro lado, apesar da imagem arranhada com a citação de seus nomes em delações e suspeitas sobre envolvimento em escândalos de corrupção, 33 investigados foram eleitos. São 25 deputados federais, um estadual, cinco senadores e dois governadores. Além deles, três candidatos a governador (Antônio Anastasia, do PSDB-MG; Eduardo Paes, do DEM-RJ; e Helder Barbalho, do MDB-PA), além do presidenciável Fernando Haddad (PT), todos investigados, disputarão o segundo turno.

Entre os eleitos está o senador Aécio Neves (PSDB), investigado por suspeita de propina da Odebrecht, que se candidatou a deputado federal por Minas Gerais. Ele recebeu mais de 106 mil votos. Presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, também citada na delação da Odebrecht e candidata à Câmara, foi a terceira mais votada do Paraná, com mais de 212 mil votos. Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA), também conseguiram a reeleição. /COLABOROU BRENO PIRES