Bolsonaro detona Lula em entrevista à Record: ‘Não vou polemizar com um condenado…

O presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista à TV Record, quando falou sobre as tarifas anunciadas pelo presidente Trump, a situação política do Brasil, a economia, queda do desemprego e o crescimento econômico.

A entrevista começou com uma pergunta sobre a sobretaxa anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o aço e o alumínio brasileiros. Bolsonaro disse que não vê qualquer risco de estremecimento das relações com o governo americano, lembrando que os dois países são grandes parceiros e que há outros elementos envolvidos no balanceamento das relações comerciais internacionais.

A pergunta seguinte foi sobre a não inclusão do jornal Folha de S. Paulo em uma licitação para a assinatura de jornais e revistas pelo governo. A questão vem sendo objeto de narrativas segundo as quais o governo não teria liberdade de escolher quais veículos de imprensa deseja assinar. A esse respeito, Bolsonaro disse: “O governo gasta com jornais e revistas. Tem revista, por exemplo a Carta Capital, que com todo o respeito, não dá pra ler isso aí. Não é justo você gastar dinheiro público com esse tipo de imprensa. A revista IstoÉ está indo pelo mesmo caminho. A questão da Folha de S. Paulo não é de hoje. Para a FSP, as eleições não acabaram. Se isso ferir qualquer norma ética ou legal, a gente volta atrás, sem problema. De qualquer maneira, a gente vai reduzir essa despesa, sem ideia de perseguição”.

Outra narrativa tratada na entrevista foi a que envolveu o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que mencionaram a expressão ‘AI-5’. O presidente disse: “Eu entendo isso como liberdade de expressão, nada mais além disso”. O presidente lembrou que ambos falaram em um contexto que tratava da possibilidade de ataques terroristas no Brasil, e disse: “Podiam ter usado outra expressão, mas não vejo por que tanta pressão em cima dos dois por causa disso aí. No Congresso já houve sessão solene para Che Guevara, tanta gente que no passado tinha uma postura completamente diferente, antidemocrática. Agora, pediram até a cabeça do Paulo Guedes para mim”.

Bolsonaro explicou: “O governo está indo muito bem, em especial na área econômica. Então, os que pedem a cabeça do Paulo Guedes, é exatamente com o objetivo de nos desestruturar na questão econômica. Paulo Guedes está firme, sem problema nenhum, fazendo um ótimo trabalho. O Brasil está mudando, com o comando de Paulo Guedes em especial, obviamente, na área econômica”.

Questionado sobre declarações do ex-presidente Lula e sobre sua soltura, mesmo com as condenações, Bolsonaro disse: “Eu tenho por princípio respeitar as decisões dos demais poderes. Não vou entrar numa bola dividida dessa daí. Politicamente, tendo em vista o que ele falou, ele até me ajuda. Ele realmente trouxe, e tem trazido com essas falas dele, a intolerância”. Bolsonaro apontou que Lula o acusou de estar envolvido na morte da Marielle, e afirmou: “não vejo isso como um direito de expressão por parte dele”. O presidente resumiu: “Vamos ter que engolir esse sapo aí, e o barco segue”. Bolsonaro apontou ainda que o Brasil vem melhorando e apresentando bons resultados, e que não tem interesse em responder a Lula. O presidente disse: “Não vou responder. Não vou polemizar com uma pessoa que momentaneamente está em liberdade, e condenado em terceira instância, inclusive”.

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