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Blackwater oferece cinco mil mercenários para ajudar Guaidó a derrubar Maduro

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Blackwater oferece cinco mil mercenários para ajudar Guaidó a derrubar Maduro

De acordo com a agência Reuters News, o fundador da empresa de mercenários Blackwater, Erik Prince, apresentou um plano para derrubar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, utilizando uma força de 5 mil paramilitares postos à disposição do líder golpista Juan Guaidó.

Segundo a agência norte-americana, Prince é um fervoroso defensor de Donald Trump e “apresentou um plano para instalar um exército mercenário na Venezuela para derrubar o presidente Nicolás Maduro”.

APOIO POLÍTICO – A Reuters disse que, para essa operação, Prince está buscando investimento e apoio político de partidários de Trump e exilados venezuelanos. O fundador da Blackwater já teria traçado um plano que envolve cinco mil mercenários em nome de Juan Guaidó, disseram duas fontes à Reuters. Outra fonte afirma que Prince conduziu reuniões sobre o assunto durante o mês de abril.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Garrett Marquis, se recusou a comentar, quando indagado pela Reuters se Prince havia apresentado suas ideias à administração Trump e se o projeto seria considerado. Um informante familiarizado com o pensamento do governo disse que a Casa Branca não apoiaria tal intervenção.

GUAIDÓ NEGA – Representantes da oposição venezuelana disseram que não discutiram as operações de segurança com Prince, afirmou o porta-voz de Guaidó, Edward Rodriguez, recusando-se a responder a outras perguntas. Informado sobre o assunto, o governo venezuelano preferiu não comentar.

Indagados pela Reuters sobre as intenções do grupo mercenário, especialistas em segurança dos EUA e da Venezuela consideraram a possibilidade de intervenção politicamente exagerada e potencialmente perigosa, porque poderia desencadear uma guerra civil na Venezuela. Um exilado venezuelano próximo à oposição concordou, mas disse que mercenários podem ser úteis, no caso de um colapso no governo de Maduro, ao fornecer segurança para a nova administração após o conflito.

A BLACKWATER – A empresa paramilitar privada foi fundada em 1997 por Erik Prince, um ex Fuzileiro Naval dos Estados Unidos e forte apoiador do Partido Republicano. Aproveitando o programa de privatização dos exércitos, lançado pelo secretário de Defesa Dick Cheney na década de 1990, Prince foi pioneiro na criação de grupos de mercenários e paramilitares e passou a estimular a “terceirização” do setor militar.

De acordo com o Estadão Internacional, Prince atuou na guerra do Iraque, quando o governo dos EUA contratou a Blackwater principalmente para fornecer segurança para as operações do Departamento de Estado.

A Blackwater ganhou centenas de milhões de dólares em contratos militares com os EUA, principalmente no Iraque, antes de entrar para a lista proibida depois do massacre de civis em Bagdá em 2007.

O MASSACRE – Naquela ocasião, mercenários da Blackwater provocaram indignação internacional ao matarem 17 civis iraquianos desarmados na praça Nisour, em Bagdá. Um dos agentes envolvidos foi condenado por assassinato em dezembro e três outros foram condenados por homicídio culposo.

A Blackwater costuma atuar sob várias denominações. Sua mais recente aparição, sob o nome de FSG – Frontier Services Group, tem contratos na África e na Ásia e conta com o apoio do Citic Group, grande empresa estatal de investimentos sediada em Hong Kong.

Erik Prince renomeou a empresa de segurança Blackwater e a vendeu em 2010, mas abriu recentemente uma empresa chamada Blackwater/USA, que vende munição, silenciadores e armas brancas. Nos últimos dois anos, liderou uma campanha mal sucedida para convencer o governo Trump a substituir os soldados norte-americanos no Afeganistão por empresas de segurança.

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